Víbora-cornuda | Vipera latastei
- Diogo Oliveira

- há 9 horas
- 3 min de leitura
Vipera latastei (Boscà, 1878) | Víbora-cornuda
Estatuto de Conservação

Vulnerável
Taxonomia

Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Squamata
Família Viperidae
Género Vipera
Biometria
Comprimento 40-70 cm
Peso 50-180 g
Longevidade 10-15 anos
Biologia
A víbora-cornuda (Vipera latastei) é uma serpente venenosa de hábitos discretos e geralmente crepusculares ou diurnos, dependendo da temperatura ambiental. Em regiões mais quentes, tende a concentrar a atividade nas horas menos quentes do dia, procurando abrigo sob pedras, vegetação densa ou fendas no solo durante os períodos de maior calor.
Alimenta-se sobretudo de pequenos vertebrados, como roedores, lagartixas e pequenas aves, capturando as presas através de uma mordedura rápida que inocula veneno. Após a envenenação, a presa é normalmente seguida e ingerida inteira.
É uma espécie ovovivípara, dando à luz crias totalmente formadas no final do verão ou início do outono. Apesar da reputação associada às víboras, é geralmente pouco agressiva e prefere evitar o contacto com humanos, recorrendo à camuflagem ou fuga sempre que possível.
Morfologia
A víbora-cornuda é uma serpente de corpo robusto e relativamente curto, distinguindo-se facilmente pela pequena projeção carnuda em forma de corno situada sobre o focinho, característica que lhe dá o nome comum. A cabeça é triangular e bem diferenciada do pescoço, com pupilas verticais típicas das víboras.
A coloração varia entre tons acastanhados, cinzentos ou avermelhados, geralmente com um padrão dorsal escuro em ziguezague ou manchas irregulares que proporcionam excelente camuflagem entre rochas, solo seco e vegetação rasteira. O ventre é normalmente mais claro, com tonalidades acinzentadas ou creme.

Distribuição
Zonas montanhosas, matagais mediterrânicos, afloramentos rochosos e áreas de mosaico agroflorestal (em especial com muros de pedra)
Dieta
Pequenos mamíferos; lagartixas; lagartos;
Ocorrência
Residente.
Espécies semelhantes
Vipera seoanei; Malpolon monspessulanus (juvenis); Natrix maura
Ameaças
A víbora-cornuda enfrenta diversas ameaças relacionadas com a alteração e fragmentação do habitat. A intensificação agrícola, a reflorestação com espécies exóticas, a abertura de infraestruturas e a destruição de muros de pedra ou afloramentos rochosos reduzem áreas de refúgio, termorregulação e reprodução. A mortalidade em estradas constitui também uma ameaça importante, especialmente durante períodos de maior atividade. Adicionalmente, a perseguição direta por medo ou desconhecimento continua a causar a morte de muitos indivíduos. As alterações climáticas poderão agravar a pressão sobre populações já fragmentadas, alterando a disponibilidade de microhabitats adequados.

Galeria de fotografias
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A víbora-cornuda é uma das poucas serpentes venenosas nativas de Portugal e possui um importante papel ecológico no controlo de populações de pequenos vertebrados, especialmente roedores. Apesar da sua reputação, trata-se de uma espécie discreta e pouco agressiva, que evita o contacto com humanos sempre que possível. A pequena protuberância em forma de corno sobre o focinho, característica que lhe dá o nome comum, torna-a facilmente reconhecível entre os répteis ibéricos. Como predador de topo em muitos microhabitats mediterrânicos, a sua presença é também um indicador da boa conservação dos ecossistemas onde ocorre.









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