• Diogo Oliveira

Missão: Truques para Fotografar o Golfinho-comum, Aves de Portugal

Realizar uma saída de barco para observar e fotografar aves, mas surgirem golfinhos não é novidade. Os animais adoram pregar-nos destas partidas, isto sem contar, que o equipamento para fotografar aves é completamente diferente do utilizado para fotografar cetáceos. Uma ave poisada à superfície da água e relativamente perto do barco ocupa apenas uns 40 centímetros, já um golfinho a nadar juntamente com o barco ocupa entre 2 a 4 metros, usando o equipamento para fotografar aves e apenas fotografo o olho do golfinho, isto se o conseguir encontrar. Por isso, imaginem a frustração de estar equipado para fotografar aves e surgirem golfinhos ou baleias.

O maior problema que os cetáceos trazem aos fotógrafos é a sua vontade de dar "show". Enquanto se deslocam para alimentar raramente dão saltos fora de água, colocam apenas o espiráculo para respirar e pronto. A maioria das fotografias que se obtêm é apenas uma cabeça enorme e uma barbatana dorsal, o olho fica normalmente debaixo de água ou com uma camada enorme de água. As melhores fotografias são tiradas quando eles andam na brincadeira e dão saltos constantemente, mas para isso são precisas muitas horas no "mar" ou muita sorte (como eu não tenho nem uma nem outra). O golfinho-comum, Delphinus delphis, é uma das espécies de cetáceos que prefere não colocar o olho de fora.