• Diogo Oliveira

Missão: Truques para Fotografar o Ganso-patola, Aves de Portugal

Fotografar aves pelágicas é um dos maiores desafios de um fotógrafo de vida selvagem. O maior risco é que a máquina apanhe com água salgada. A água salgada corrói os sistemas eletrónicos, comprometendo o normal funcionamento da máquina. Por isso, todos os cuidados são poucos quando se sai para fotografar aves pelágicas. Depois de todos os cuidados assegurados, é finalmente altura de aproveitar e fotografar aves que apenas se deslocam a terra para nidificar.

O ganso-patola (Morus bassanus) é uma das aves pelágicas mais extraordinária. A primeira extraordinária característica que apresenta é a enorme diferença entre os indivíduos adultos e os juvenis. Os adultos apresentam uma plumagem pura branca, no entanto, os juvenis possuem uma coloração escura com pintas brancas. Só ao 5º inverno é que os indivíduos atingem a plumagem de adulto, perdendo a coloração escura aos poucos. A outra extraordinária característica é que desde que levantam voo pela primeira vez e até voltarem a pisar terra podem passar mais de 4 anos. Isto significa que a ave fica 4 anos a deambular em alto mar, sobrevivendo às piores tempestades de inverno.

A procura de alimento é também uma tarefa difícil. A maioria das vezes servem-se dos companheiros mamíferos marinhos, estes reúnem cardumes de peixes à superfície, ficando à mercê dos ataques dos gansos-patolas. E aqui está a última extraordinária característica. A forma como mergulham na água para pescar. Esticando as asas para trás, ficando semelhantes a um míssil. Desta forma, conseguem atingir maior profundidade que as outras aves.

As saídas pelágicas foram realizadas com a Cape Cruiser, empresa especializada em Observação de Cetáceos e de Aves Marinhas, durante o Festival de Observação de Aves da SPEA em Sagres.