• Diogo Oliveira

Missão: Truques para Fotografar a Rã-verde, Anfíbios de Portugal

A rã verde (Pelophylax perezi) é uma rã de grande tamanho, atingindo os 7,5 cm, mas por vezes pode alcançar os 10 cm de comprimento. Possui olhos grandes e proeminentes, com a pupila horizontal elíptica, a iris é dourada. As fêmeas são maiores que os machos. Os machos possuem sacos vocais externos, facilmente visiveis quando em repouso. Existem um pouco por todo o pais, estando associadas a massas de água (charcos, pântanos, lameiros, lagos, lagoas, barragens e ribeiros).



Elas apresentam actividade nocturna e diurna, durante o dia é frequentemente observada a apanhar banhos de sol nas margens ou sobre plantas aquáticas. Nos meses de Novembro a Março é frequente estarem a hibernar. Durante o período reprodutivo, que ocorre durante a Primavera, os machos cantam ruidosamente e perseguem as femêas.


É uma espécie facilmente reconhecida, mas pode ser confundida por uma rã de focinho pontiagudo por um observador menos experiente. Elas distinguem-se pela presença de tubérculos subarticulares e tímpano bem visível na rã verde (castanho ou amarelo). Vivem cerca de 10 anos e alimentam-se de insectos, aranhas, minhocas, crustáceos, moluscos e mesmo de pequenos peixes e anfíbios. Possuem alguns predadores como as cobras de água, a cobra de escada e a cobra rateira, diversas aves e alguns mamíferos.


As femêas depositam entre 800 a 10.000 ovos em grandes aglomerados flutuantes, sendo que a eclosão ocorre alguns dias depois. O desenvolvimento larvar é extremamente lento, chegando a durar 4 meses, chegando algumas larvas a passar o inverno na água e só se metamorfoseam na Primavera seguinte. A maturidade sexual apenas é alcançada aos quatro anos de idade.