• Diogo Oliveira

Missão: Truques para fotografar a Cobra-de-água-de-colar, Répteis de Portugal

Pelo segundo dia consecutivo que me dirigi até ao Planalto das Cesaredas à procura de assuntos para fotografar. Sabia que existia uma grande probabilidade de encontrar várias espécies de répteis por toda a região ser muito rochosa e acima de tudo porque existe uma pequena e linda ribeira que atravessa parte da região. E foi nessa zona que se concentraram os esforços. Percorremos todo o percurso possível ao longo da ribeira à procura de répteis, mais concretamente de cobras. Levantámos pedras e pedregulhos, mas sem sucesso. Encontrámos orquídeas, lagartixas, libélulas, bonitas paisagens, mas nada de cobras. Mas desta vez levei uma ajudante de quatro patas, a Skye. Que por incrível que pareça encontra os animais todos, desde anfíbios, lagartixas, ouriços-cacheiros, aves, e pelos vistos também cobras. E assim foi, a meio do caminho ela começou a dar sinal de algo.



E logo atrás do focinho dela estava uma cobrita pequenina a tentar refugiar-se algures. Era uma cobra-de-água-de-colar-ibérica (Natrix astreptophora). A pequenina deixou tirar uma mão cheia de fotografias antes de ser libertada no mesmo local. Mais à frente tivemos oportunidade de testemunhar não uma mas três cobras-de-água-de-colar-ibéricas. Uma fêmea com mais dois machos em pleno acasalamento. Por azar não foi possível obter boas fotografias do momento em questão, pois a fêmea era muito desconfiada e escondia-se a qualquer movimento. Estão em mente mais saídas ao mesmo local para registar mais indivíduos e se possível recolher alguns dados biométricos dos indivíduos, pois eram 3 grandes cobras mais uma pequenina.