• Diogo Oliveira

Vouzela (sexta-feira) | Diário Fotográfico

Em qualquer viagem o primeiro dia é sempre o mais complicado, pois implica toda a viagem até ao local de destino. O problema é que eu adoro fazer pequenos desvios para visitar e fotografar novos locais. Desta vez não foi diferente, optando por percorrer várias nacionais até à primeira paragem. Nesta viagem escolhi procurar fotografar rios, ribeiras e cascatas. É um tema que raramente fotografo no Alentejo, e em Lisboa não temos um elevado número de cascatas ou rios de montanha. Por isso, tentei aproveitar ao máximo e regressar com diferentes fotografias de diferentes locais. A primeira cascata que visitei foi a poça da Silveira que fica perto do Caramulo, escondida numa pequena aldeia. Na verdade, existem duas cascatas perto uma da outra, sendo que uma delas possui uma mini piscina que deve ser espetacular no verão.

F/5.6 30seg. ISO-100 10mm Lee Big Stopper. Coordenadas: 40°33'00.7"N 8°08'56.6"W


Um pouco mais acima da aldeia temos a continuação da ribeira, sendo possível fotografá-la a partir da ponte ou descer por um pequeno caminho e fotografar dentro da ribeira. No entanto, neste dia a ribeira estava com um caudal acima do normal e por isso, algo complicado de fotografar. Mesmo assim arrisquei tirar umas quantas fotografias utilizando algumas pedras que estavam acessíveis e menos escorregadias.

F/11 13seg. ISO-100 10mm Lee Big Stopper. Coordenadas: 40°33'05.8"N 8°09'17.4"W


A terceira cascata do dia foi a Cascata Bica da Água d’Alta, que fica perto de Pedronhe. O acesso a esta cascata não é feito através de estradas de alcatrão, mas por um caminho de terra batida, sendo possível circular a quem tiver veículos com tração às quatro rodas, algo que eu tenho, mas como não conheço os acessos a primeira abordagem é sempre a pé. O que implica carregar todo o equipamento às costas por maiores distâncias. A caminha até à cascata durou cerca de vinte minutos. Mas valeu bem o esforço, pois a cascata é magnifica. Com uma altura impressionante, e com um caudal relativamente aceitável de água. Ter cuidado porque toda a zona fica num vale que raramente apanha a luz do sol e por isso concentra maior humidade, deixando o solo e pedras sempre escorregadios.

F/14 5seg. ISO-50 24mm. Coordenadas: 40°35'06.5"N 8°09'02.0"W


A viagem terminou nas Termas de São Pedro do Sul, mas pelo caminho tive oportunidade de fotografar Vouzela a partir da nacional quando o sol já tinha desaparecido do horizonte mas ainda pintalgava o céu com algumas tonalidades.

F/8 30seg. ISO-100 19mm. Coordenadas: 40°42'52.1"N 8°06'13.4"W